Gabarito.
Atividades 01 ao 07.
1 – O historiador
José Ribeiro Júnior afirma que a independência foi feita sem a participação
popular, já a historiadora Cecília Helena defende que houve participação
popular no processo de independência no Brasil.
2 – Note-se que
tanto uma quanto outra posição é defensável. Para José Ribeiro Júnior, a
independência deve ser vista como “arranjo político” entre as elites; já para
Cecília Helena, a independência significou uma ruptura. Eis o que ela diz:
“Dessa maneira, a Independência foi um processo revolucionário e por duas
razões básicas. A primeira porque quebrou em definitivo a ligação política com
Portugal. E a segunda porque, através de um conflito armado no interior da
sociedade brasileira, promoveu a formação de um novo governo no Brasil,
sustentado por uma Constituição que definiu com clareza quais eram os cidadãos
do novo governo e quem eram os não cidadãos, aqueles que estariam, portanto,
excluídos do exercício da política”.
Atividades
01
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Conjuração Mineira
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Conjuração Baiana
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Data e local
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1789, em Vila Rica.
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1798, em Salvador
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Origem social e nomes de seus líderes
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Membros da elite
de Minas, como Tiradentes, Tomás Antonio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa,
Inácio de Alvarenga Peixoto, padre Oliveira Rolim e Joaquim Silvério dos Reis.
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Intelectuais,
como Cipriano Barata e o padre Agostinho Gomes, e homens livres pobres
(artesãos, soldados, vendedores ambulantes etc.)
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Objetivos
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Independência de
Minas Gerais; proclamação de uma República com capital em São João del Rei;
criação em Vila Rica de uma universidade e uma Casa da Moeda.
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Proclamação de
uma República; abertura dos portos brasileiros a todas as nações; fim
preconceito racial; diminuição dos impostos e aumento dos salários.
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Desfecho
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Tiradentes e os
demais conjurados foram presos. Somente Tiradentes foi condenado à morte. Os
demais receberam a pena de degredo (exilo) nas colônias portuguesas da
África. Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.
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Os líderes foram
presos; quatro deles foram condenados à morte: os soldados Lucas Dantas, Luís
Gonzaga das Virgens e os alfaiates João de Deus e Manoel Faustino, todos
pobres e afrodescendentes.
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3 – A abertura dos
portos brasileiros e, logo depois, o Tratado de Comércio e Navegação (1810)
foram vantajosos para os negociantes ingleses, que, com isso podiam vender suas
mercadorias diretamente para o Brasil, pagando imposto menor do que outras
nações. Daí a enxurrada de mercadorias inglesas no Rio daquela época.
4 – Sim, o governo
de D. João foi responsável pela ampliação da área da cidade, abertura de vias
públicas e uma série de outras realizações, tais como a publicação do primeiro
jornal, a Gazeta do Rio de Janeiro; a criação do Banco do Brasil; da Casa da
Moeda, da Academia Militar e da Marinha, do Horto Real e da Biblioteca Real
(atual Biblioteca nacional do Rio de Janeiro).
5 – Semelhanças:
o tema é o mesmo: o mercado de escravos; a época também é a mesma: primeira
metade do século XIX. Ambos os artistas lançam um olhar europeu sobre o Brasil
daquele tempo. A primeira imagem, intitulada Mercado na Rua do Valongo, faz
parte de um dos volumes da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, composto por
aproximadamente 80 imagens, pintadas e descritas pelo próprio Debret. A segunda
imagem é do artista dinamarquês Paul Harro-Harring, intitulada Inspeção de
negras recentemente chegadas da África, de 1840.
Diferenças: o modo de representação
do local e dos personagens. Debret romantizou o mercado de escravos,
transformando-o num lugar amplo e arejado (reparem o pé direito da construção),
e dispôs os personagens de forma a sugerir harmonia e tranquilidade; a porta
está aberta, mas ninguém tenta escapar. Já na obra de Harring, o mercado de
escravos é um lugar sombrio, escuro e tenso, que foi adaptado e não construído
para aquela função (note-se que as africanas oferecidas à venda se sentam sobre
tábuas).
Quanto aos
africanos desenhados por Debret, são esquálidos, magérrimos e, psicologicamente
abúlicos, alheios à situação, conformados. Em seu livro, Debret descreve-os com
as palavras “sem energia”, “indiferente”, “triste”, “paciente”, “apático”,
“sossegados”. Já na imagem de Harring, as africanas são fortes, saudáveis,
inquietas e altivas. Na cena, cada uma delas reage à humilhação a seu jeito. A
africana da esquerda se esquia do comprador; seu gesto é de repulsa àquele homem
branco, de meia idade, que se curva sobre ela e a apalpa com um olhar de
cobiça. A que está ao centro olha para o
lado oposto ao da senhora branca que toca a sua cintura com uma sombrinha, como
quem pergunta a seu preço ou afirma interesse em comprá-la. A da direita é
altiva e dirige um olhar duro ao mercador. Ele, por sua vez, mantém-se
indiferente ao olhar dela e, com a Mao direita no seu ombro, oferece-a à venda
apontando o dedo da outra mão para ela. Enfim, o pintor dinamarquês capta a
tensão do lugar, a humanidade das africanas e o nervosismo na relação
pontilhada de tensões e enfrentamentos psicológicos entre personagens em foco.
Com isso, diferencia-se de seu coetâneo Debret.
6 – a – “Embora
contrariado, D. João VI voltou para Portugal. No entanto, ele deixou no Brasil
seu filho Pedro coo príncipe regente”.
6 – b – O “Partido
português” era formado em sua maioria por comerciantes e militares portugueses,
mas entre seus membros também havia brasileiros. O “partido brasileiro”, por
sua vez, também tinha portugueses. Portanto, a causa da rivalidade eram os
interesses, não a nacionalidade. Além disso, na época, a palavra “partido” não
tinha o mesmo significado de hoje. No Brasil de D. João VI, partido era um
grupo político com interesses e ideias semelhantes. O episodio em foco é
central no processo que conduziu à independência do Brasil. A questão pode
facilitar a construção da ideia de processo, evitando que se veja o Sete de Setembro
como um fato isolado.
7 – a – No Brasil,
havia dois grupos políticos principais: um formado por militares e comerciantes
portugueses, que apoiava a volta de D. João VI para Portugal e era chamado de
“partido português”, outro que era composto por fazendeiros, comerciantes e
altos funcionários (brasileiros e portugueses), favorável a que D. João VI
permanecesse,, chamado de “partido brasileiro”. Liderado por homens como
Gonçalves Ledo e José Bonifacio, o partido brasileiro lutava por maior
autonomia para o Brasil no conjunto do Império português. Mas seus líderes
discordavam entre si quanto ao projeto político: Gonçalves Ledo era favorável à
proclamação da República e a eleições diretas. Jose Bonifacio temia as eleições
diretas e acreditava que só a Monarquia seria capaz de manter o Brasil unido.
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